Apesar de muitos especialistas e companhias apontarem a sucessão como um dos maiores desafios de uma empresa familiar, o tema deve ser tratado com muita simplicidade.
Posturas distintas podem ser adotadas, mas dois fatores nunca se alteram. Um deles é a saúde empresarial. Não existem regras específicas, pois cada organização deve encontrar as diretrizes que melhor lhe servir – o que realmente vale é a harmonia. E o outro fator diz respeito à sucessão. Não basta passar o bastão para qualquer um, só porque este está a sua frente, é importante deixar um sucessor bem preparado para perpetuar o sucesso do negócio.
A empresa de tecnologia Visual Sistemas Eletrônicos, que em 25 anos de atuação implantou no país cerca de oito mil sistemas de diversos segmentos, segue uma opinião compatível com o conselho de Eduardo Najjar, especialista em empresas familiares. Durante o HSM ExpoManagement do ano passado, ele defendeu que “ o relacionamento familiar e o da empresa têm de ser separados, sem discussão de negócios durante o almoço dominical.”
“Fundei a empresa com meu irmão Olegário e sempre entendemos como premissa separar a vida profissional da privada, valorizando um convívio familiar sem interferências com os assuntos da corporação”, conta Joaquim Amorim Pereira, ainda sócio da companhia. Ou seja, nada de “Visual” à mesa aos domingos.
A empresa deverá ser mantida na família por muitas gerações. Os filhos dos irmãos-sócios ainda são crianças, mas a empresa já iniciou o projeto de sucessão. “Os maiores desafios são a formatação do projeto e a preparação dos sucessores, mas são tarefas essenciais para o sucesso desta empreitada, por isso antecipamos o processo”, explica Joaquim.
“Acreditamos na necessidade de formar os sucessores como gestores, bem como todo o quadro de funcionários pois todos têm participação na durabilidade da empresa. Trabalhamos para implementar essa cultura de forma profissional, por meio de critérios da meritocracia.”
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